quinta-feira, 26 de julho de 2012

AULA 6: INTERVENÇÃO ARTÍSTICA


"É sabido que intervenção é a ação de intervir, e que intervir é, segundo o dicionário, interferir em algo, modificar, participar, tomar parte voluntariamente, etc. É assim que acontece com a intervenção artística: ela vem como uma interferência; uma modificação do cotidiano a que estamos acostumados. Eu acrescentaria (ou sugeriria) uma outra palavra para esse sentido: provocação.

Inesperado: é assim que a intervenção artística chega.  Pessoas caminhando de forma diferente, usando roupas diferentes, pinturas no corpo, atitudes... atraem olhares de todos. A intervenção é mal-intencionada, ela não quer ser agradável. Eu na minha ignorância, recorro ao Google e encontro as seguintes afirmações:
"Embora a intervenção, por sua própria natureza, tenha um caráter subversivo, atualmente é tida como legítima manifestação artística, muitas vezes patrocinada pelo Poder Público. Mas, quando não autorizada, quase certamente será considerada como vandalismo e não como arte. Intervenções não autorizadas ou ilegais frequentemente alimentam o debate sobre os limites entre a arte e o simples vandalismo.
Essa forma de manifestação também expande os conceitos de arte pois, afinal, se uma pedra pintada de vermelho, uma ilha encoberta por um pano e um homem andando de saia numa avenida movimentada de São Paulo são exemplos de manifestações artísticas, então o que (não) seria arte?".
Essa arte não vem para ser "apreciada", no sentido clássico da palavra, mas sim, para incomodar. É a arte da "não-indiferença", porque é realmente impossível ficar indiferente. Aos que gostam, é um estímulo às diversas interpretações; aos que não gostam, é uma fonte para discussões, para (mais) manifestações. É uma oportunidade de ser público e de ser artista ao mesmo tempo. Mais uma chance de abrir as portas da percepção e de gerar opinião sobre a arte pela arte."
Blog Fases

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