sexta-feira, 27 de julho de 2012

CAJUÍNA - CAETANO VELOSO





Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina

Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina


"Em Cajuina, o magistral Caetano Veloso, expressa a sua dor e reflexão, diante da morte do amigo e idealizador da Tropicália, o poeta piauiense Torquto Neto. Torquato Neto, nacionalista, revolucionário, visionário que fez a cabeça dessa geração tropicalista, Chico, Caetano, Gil, e tantos outros. Depois, cai em solidão profunda, aventura-se no cinema novo com Glauber Rocha e, após ver todos so seus amigos exilados, excreve um bilhete após ver a carnavalização em Holywood com Carmem Miranda,portuguesa, se passando por brasileira(tropicalista) com a cabeça dheia de frutas tropicais, escreve um bilhete, “morri porque caiu um abacaxi na cabeça do meu pau” e liga as troneiras de gás no Rio e suicida-se.

O intelectual e ativista cultural, Torquato Neto, há muito não falava com CAetano, este vai a teresina por ocasião do seu enterro e faz essa música. Existirmos… uma reflexão ” viver pra quê? a que se destina?…”
agradece a Torquato por ter lhe dado a rosa pequenina, (cultura)ou conhecimento. o poeta magro como todos os tropicalistas da época” apenas a matéria vida era tão fina”. Lembranças e reminiscencias de um passado não muito distante que agora se avoluma com a morte do amigo.
E ele compara seu olhar cristalino e puro com a Cajuína. Bebida original do Piauí que caracteriza-se por ser a “essencia”, o”supra-sumo” da pureza do caju. Um elemento nordestino, puro, resistente, cristalino que não se turva.
è por aí."

Comentário by Edson Gallo 

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