sexta-feira, 27 de julho de 2012

CODINOME BEIJA FLOR - CAZUZA




Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou…
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor


Passível de várias interpretações, tentei imaginar uma mais voltada para a situação que ele vivia ao compor esta música; estar internado com AIDS .
”Pra que mentir/Fingir que perdoou/Tentar ficar amigos sem rancor ”
- Cazuza e a pessoa a qual a música é destinada fingem que ainda tem o mesmo relacionamento de antes, mesmo tento acabado, mas é mentira
”A emoção acabou/Que coincidência é o amor/A nossa música nunca mais tocou…”
- O relação deles acabou e coincidentemente a música que era ‘deles’ nunca mais tocou, mas esta parte pode ser mais pura poesia
“Pra que usar de tanta educação/Pra destilar terceiras intenções”
- Ser educados quando querem na verdade brigar
“Desperdiçando o meu mel/Devagarzinho, flor em flor/Entre os meus inimigos, beija-flor”
- Desperdiçar o mel seria acabar com a vida, de flor em flor, de pessoa em pessoa, matando uma a uma, por isso um inimigo, distribuindo o vírus da AIDS
“Eu protegi o teu nome por amor/Em um codinome, Beija-flor”
- Não necessariamente por amor, mas Cazuza preferiu não usar nomes
“Não responda nunca, meu amor/Pra qualquer um na rua, Beija-flor”
- Não diga quem realmente es, apenas use esse codinome que lhe cai bem
“Que só eu que podia/Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador”
- Só ele podia dizer-lhe (orelha fria para mostrar o quanto a pessoa não se importava, era fria) dizer segredos barulhentos, que todos sabiam existir , quem não era de fato segredos
“Você sonhava acordada/Um jeito de não sentir dor”
- Você sonhava não ter a doença, se enganava
“Prendia o choro e aguava o bom do amor/Prendia o choro e aguava o bom do amor”
- Prendia o choro fingia não ter o vírus, aguava o bom do amor, destribuia o vírus, o bom do amor, que na verdade é o HIV
Bom , interpretação é livre, essa é uma plausível, obrigada pela atenção,
Abraço
Comentário by Carla 

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