sexta-feira, 27 de julho de 2012

EXAGERADO - CAZUZA




Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados
Na maternidade…
Paixão cruel
Desenfreada
Te trago mil
Rosas roubadas
Pra desculpar
Minhas mentiras
Minhas mancadas…
Exagerado!
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado…
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar…
Por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Prá mim é tudo ou nunca mais…
Exagerado!
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado…
E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Prá mim é tudo ou nunca mais…
Exagerado!
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado…
Jogado aos teus pés
Com mil rosas roubadas
Exagerado!
Eu adoro um amor inventado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado…


Senhores, achei genial este site e tentarei dar minha humilde contribuição.
Acredito que esta letra venha trazer com lirismo, entretanto de maneira bem clara, diferente de outras músicas do cazuza, a sua postura “hiperbólica”.
Na primeira estrofe ele faz a típica “promessa do primeiro dia”: eu te amo para sempre, você é o amor da minha vida, parece que já te conheço há mil anos… e essas coisas que sabemos que dizemos/ouvimos quando do início de um relacionamento. Acredito que o trecho “nossos destinos foram traçados na maternidade” não faça referência a seus pais pois em assim sendo o destino teria sido traçado na concepção. Não está escrito que as duas pessoas se conheceram na maternidade, cada uma pode ter tido seu destino traçado no ato de seu nascimento e estes serem em lugares e épocas distintas.
Na segunda estrofe estes já se conhecem e já tem um relacionamento. A crueldade da paixão se dá por sua intensidade, e quando a paixão é intensa sabemos que perdemos o limite, tal como roubar (ainda que sejam as rosas) para tentar compensar as falhas provenientes de sua personalidade e promiscuidade.
Na terceira estrofe existe a marca clara do exagero, as promessas que não podem ser cumpridas, ninguém consegue deixar voluntariamente de respirar para sempre, ante a manutenção deste quadro o organismo faz de tudo para preservar os órgãos nobres e após a incosnciência, voltariamos a respirar. Morrer de fome voluntariamente, também é outra coisa difícil de se fazer, todas as greves de fome duram até a fome excessiva, principalmente se o motivo não é muito convincente.
Na quarta estrofe é possível perceber o recurso final, o abandono das coisas de que muito gostamos em prol da paixão. “E por você eu largo TUDO”. O que ele se propõe a largar aí é a vida bohemia, a luxúria e a postura de “playboy” que tinha. Fato que é completado pela quinta estrofe, onde também tenta fazer um joguete semantico quando faz a alusão a carreira, dinheiro, canudo. Aí acredito que para ledores ele se referira a trabalho, renda e formação intelectual. Para leitores que levam em consideração a biografia do autor acredito sim que ele se refira ao uso de drogas quase como numa gradação: colocar o pó sobre a mesa fazendo a carreira, pegar o dinheiro e enrolar como um canudo usando o mesmo para aspirar a droga. Estes dois refrões terminam do mesmo jeito não à toa, entendo que aí seja a hora do aviso: “olha, é agora ou nunca, se não quiser eu desisto pois tem quem queira”; quando ele diz “pra mim é tudo ou nunca mais…”, ele faz um ultimato.
O refrão vem declaradamente explicar todos os exageros cometidos ao longo da música, a afirmação sobre sua personalidade “hiperbólica”, a submissão para conseguir o que deseja (jogado aos teus pés) e a afirmação de que esta postura não é apenas algo que lhe dava prazer (ADORO um amor inventado).
Mais uma caracterisca que acredito haver que impeça a interpretação sobre a referência desta música ser a mais de uma pessoa é a maneira como ele usava as pessoas, se fizesse a referência aos seus pais não usaria “teus” no refrão e sim “vossos”.
Comentário by Alessandro

Nenhum comentário:

Postar um comentário