sexta-feira, 3 de agosto de 2012

AULA 6: DA PALAVRA AO TEXTO


DA  PALAVRA AO TEXTO

Palavra ou vocábulo  é o signo linguístico que expressa um idéia. Pode ser um objeto, uma ação, um ser ou uma qualidade. A palavra pode ser classificada como:

·          Substantivo:  mulher, beleza...
·          Adjetivo: belo, quente...
·          Numeral: um, dois...
·          Pronome: eu, nós...
·          Artigo: a, uma...
·          Verbo: amar, chorar...
·          Advérbio: sempre, ali...
·          Conjunção: se, mas...
·          Preposição: de, para...
·          Interjeição: Oh!, Aleluia!...

FRASE é a expressão verbal de um pensamento. Pode se constituir de uma única palavra ou englobar vários elementos em diferentes graus de complexidade.
As frases podem ser classificadas em:


declarativa:  O dia tem 24 horas.


interrogativa: Que horas são?


imperativa: Venha cá!


exclamativa: Que coisa linda!


indicativa ou de situação: Boa tarde!


TIPOS DE FRASES

A clareza e a objetividade da nossa mensagem dependem  da maneira pela qual elaboramos o nosso discurso.  As frases prolixas e rebuscadas que predominavam na nossa literatura deram lugar  a frases concisas e diretas que caracterizam a estética modernista. Sendo assim,  as frases dos tipos arrastadas, labirínticas e de  ladainha  foram sendo substituídas gradativamente por frases telegráficas, nominais, intercaladas  e fragmentárias.


Frase arrastada: caracteriza-se pela  repetição de conectivos coordenativos e advérbios unindo períodos curtos e independentes. É uma construção primária, muitas vezes repetindo os desleixos da linguagem oral. Alguns autores usam e abusam desta construção como recurso estilístico, principalmente quando procuram reproduzir o linguajar infantil.
Ex.: E aí, ela chegou. Então, bateu na porta e eu abri. Depois, ela entrou e sentou e começamos a conversar. Mais tarde, ela resolveu ligar para sua amiga. Mas não tinha ninguém em casa. Aí, ela resolveu ir embora.


Frase de labirinto: é aquela em que a oração principal se perde no texto, num atropelamento de idéias em que as orações subordinadas se acumulam dificultando a intelecção e fluidez da comunicação.
Ex.: A beleza, vista como mero componente de caráter estético, e que varia muito, de acordo com aspectos culturais, temporais, sociais e religiosos, não pode simplesmente ser definida dentro de padrões universais, pois ela  nunca é aceita unanimemente, mesmo dentro de um grupo composto de elementos provenientes da mesma cultura, sociedade ou religião.


Frase de ladainha: é caracterizada pelo excessivo uso do conectivo e, tornando o discurso enfadonho e sem objetividade.
Ex.: À festa compareceram muitas pessoas. Veio João e Paulo e Maria e outros amigos. E todos que vieram se divertiram, e brincaram, e dançaram, e comeram, e depois foram embora.
Como vimos,  são construções que, por várias razões, devem ser evitadas, já que o ritmo e a estética modernista pedem uma maior agilidade e objetividade no ato de se comunicar. Hoje predominam construções que refletem os seguintes tipos de frases:


Frase telegráfica: é curta e segmentada e marca o estilo de muitos autores contemporâneos, embora seu valor estilístico só seja reconhecido quando adequado a um contexto literário, descritivo ou narrativo. Sem isso, tem  o aspecto de redação infantil e primária.
Ex.: Olhei para trás.. Não vi nada. Continuei a caminhar. Parei novamente. Aí então, percebi que estava sendo seguido. Apressei meus passos e tentei despistar aquela pessoa que me parecia ameaçadora. Foi então que ela gritou o meu nome. Era um amigo que eu não via há  muito tempo. Usava uma barba e cabelos compridos, o que o tornava quase irreconhecível.


Frase intercalada: é usada para enriquecer, esclarecer ou  informar. Empregada no meio de um período, pode ser marcada por vírgulas, parênteses ou travessões.


Frase segmentada: é um recurso estilístico que dá ritmo ao texto, principalmente  na crônica. Ocorre  a quebra da linearidade da frase sem quebrar a sua linha de raciocínio.
Ex.: Pareceu-lhe a morte agradável como o perfume da mirra, ou como estar-se  num dia de vento, ao abrigo de um toldo. Como o perfume do lótus. Como estar sentado à margem da embriaguez. Como o fim da chuva, como a volta para casa, depois de uma caminhada no ultramar. Como o céu que sai das nuvens. Como o desejo de um homem de ver sua casa depois de anos sem fim de cativeiro. Assim lhe pareceu a morte. (Cecília de Meireles).


PARÁGRAFO

É uma unidade de assunto constituída de uma frase ou um grupo de frases ordenadas.  A mudança de parágrafo no texto varia conforme o estilo do autor ou a modalidade  redacional.


Parágrafo descritivo: apresenta um seqüência de aspectos que caracterizam seres num espaço delimitado, onde predominam  substantivos, adjetivos, verbos de estado, locuções e orações adjetivas junto a comparações, metáforas ou outros recursos típicos de um texto descritivo.


Parágrafo narrativo: apresenta uma seqüência de acontecimentos. As ações são encadeadas através de verbos de ação.


Parágrafo dissertativo: constitui-se numa exposição de conceitos, pontos de vista e juízos sobre determinados assuntos, com o objetivo de convencer o leitor. As relações estabelecidas através de orações subordinadas valorizam a argumentação.


Idéia-núcleo ou tópico frasal é a frase que concentra a idéia central do parágrafo.


TEXTO

É um todo construído a partir da seleção e da combinação de palavras, frases e parágrafos concatenados com logicidade (sic). Apresenta, normalmente,  introdução, desenvolvimento e conclusão, com características típicas da modalidade usada.

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